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Nacional
12/01/26 às 13:16

V. Guimarães: de ‘menino’ para ‘meninos’… no final todos foram crescidos

O Vitória de Guimarães conquistou, este sábado, a Taça da Liga pela primeira vez na sua história, mas a final frente ao SC Braga ficará para sempre associada a uma figura improvável nos momentos finais:

Nélson Oliveira. Capitão, veterano e único jogador do plantel que já tinha vencido a competição, o avançado viveu a noite como se fosse uma estreia absoluta — com emoção a transbordar e um gesto que acabou por lhe valer a expulsão já fora do relvado.

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Aos 90+11 minutos, depois de Charles defender o penálti de Zalazar que segurou o 2-1 e selou o triunfo vimaranense, Nélson Oliveira perdeu-se nos festejos. Provocou adeptos e banco do SC Braga, acabou expulso por Hélder Malheiro e deixou uma imagem pouco habitual num jogador de 34 anos, 17 vezes internacional A por Portugal, com um currículo marcado pela experiência. Mas aquela reacção teve pouco de cálculo e muito de instinto.

O capitão do Vitória não celebrou como quem já tinha passado por ali. Fê-lo como um miúdo que estava prestes a conquistar o primeiro grande troféu da carreira. Ironia das ironias: até sábado, era o único do balneário que já tinha no currículo uma Taça da Liga, conquistada em 2011/12 ao serviço do Benfica. Ainda assim, no final do encontro, não deixou dúvidas sobre o significado especial desta vitória: «Não tem nada a ver (…) esta malta vive o clube a 500%», confessou.

Dentro de campo, Nélson Oliveira deu o exemplo. Foi titular, trabalhou para a equipa, ligou sectores e ajudou a segurar emocionalmente um grupo jovem numa final de elevada tensão. Saiu aos 77 minutos, rendido por Ndoye, que viria a marcar o golo decisivo da reviravolta e a inscrever o seu nome na história do clube.

Mais do que o vermelho mostrado nos instantes finais, fica a imagem de um capitão que se recusou a viver a conquista à distância. Viveu-a com os “meninos”, sofreu com eles e celebrou como um deles. No final, já não havia miúdos nem veteranos: havia um grupo crescido, unido e consciente da dimensão do feito alcançado.

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De dentro das muralhas do castelo saiu um Vitória maior, com um troféu inédito nos braços e uma história para contar. Uma noite em que todos cresceram — até quem, por momentos, voltou a ser criança.