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Internacional
02/04/26 às 13:08

Ir ao Mundial? Prepare a carteira: preços dos bilhetes atingem valores históricos

A FIFA voltou a colocar bilhetes à venda para o Mundial 2026, mas com aumentos significativos. A final pode custar mais de 9 mil euros.

A nova fase de venda de bilhetes para o Mundial 2026 trouxe uma surpresa pouco agradável para os adeptos: os preços dispararam para valores nunca antes vistos numa competição deste nível.

Com a reabertura do processo de venda — a quinta fase definida pela FIFA — os ingressos para a final, marcada para 19 de Julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, podem agora atingir cerca de 9.532 euros. Um aumento expressivo face aos 7.528 euros registados em Dezembro, após o sorteio da prova.

Preços sobem em todas as categorias

A escalada de preços não se limita à final. Também os bilhetes de outras categorias registaram subidas significativas.

Os ingressos de Categoria 2 passaram de 4.835 para 6.401 euros, enquanto os de Categoria 3 subiram de 3.629 para 5.017 euros. Valores que reflectem a política de preços dinâmicos adoptada pela FIFA para este torneio.

Este modelo, já comum em eventos de grande dimensão, ajusta os preços em função da procura, mas tem gerado forte contestação junto dos adeptos.

Sistema novo… e problemas técnicos

Esta quinta fase de vendas introduziu uma novidade relevante: pela primeira vez, os adeptos podem escolher um lugar específico no estádio, em vez de apenas seleccionarem uma categoria.

No entanto, o processo ficou marcado por falhas técnicas. Muitos utilizadores enfrentaram tempos de espera de várias horas para aceder ao portal de bilhética, enquanto outros foram redireccionados para filas erradas, destinadas a adeptos de seleções recentemente qualificadas.

A FIFA reconheceu os problemas e garantiu que os links foram posteriormente corrigidos, mas o episódio aumentou a frustração entre os interessados.

Oferta limitada e procura elevada

Apesar da reabertura, a disponibilidade de bilhetes continua bastante reduzida. Na noite de quarta-feira, apenas havia ingressos para 17 dos 72 jogos da fase de grupos, e nenhum para a fase a eliminar.

Alguns exemplos ilustram bem a realidade do mercado:

  • O jogo de abertura dos Estados Unidos, frente ao Paraguai, apenas tinha bilhetes nas categorias mais caras.

  • O encontro inaugural do torneio, entre México e Arábia Saudita, apresentava preços na ordem dos 2.589 euros.

  • Já o primeiro jogo do Canadá, contra a Bósnia, tinha ingressos disponíveis por cerca de 1.942 euros.

A FIFA confirmou que nem todos os bilhetes foram ainda colocados à venda e que novas disponibilizações serão feitas de forma faseada.

Revenda e críticas políticas

Outro ponto polémico prende-se com o sistema de revenda oficial, gerido pela própria FIFA, que cobra uma comissão de 15% tanto ao comprador como ao vendedor.

O presidente Gianni Infantino defendeu a legalidade do modelo, sublinhando que está de acordo com a legislação norte-americana. Ainda assim, a prática é alvo de restrições em vários países europeus.

A política de preços dinâmicos também já chegou à esfera política. Em Março, 69 membros democratas do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma carta a criticar esta abordagem, considerando-a prejudicial para os adeptos.

Novas seleções, novos movimentos no mercado

Com a confirmação das últimas seleções qualificadas — entre elas Bósnia, RD Congo, Chéquia, Iraque, Suécia e Turquia — o mercado de revenda poderá ganhar ainda mais dinamismo.

Por outro lado, adeptos de equipas que falharam a qualificação, como Itália, Polónia, Dinamarca, Jamaica e Bolívia, poderão optar por vender os bilhetes previamente adquiridos.

Com preços em escalada e disponibilidade limitada, assistir ao Mundial 2026 no estádio está a tornar-se um luxo para poucos. A paixão pelo futebol mantém-se intacta, mas o acesso ao espectáculo parece cada vez mais distante para o adepto comum.

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