“A Bola de Ouro será sempre bem-vinda se me for entregue. Não é um objetivo claro na minha carreira, penso sempre nos troféus coletivos”, explicou, antes de deixar palavras sobre o seu antigo clube.
“Benfica? Continuo a acompanhar, não só a equipa principal como as equipas jovens. Fico contente por ver qualidade que possa chegar à equipa principal. Na equipa principal há um bom plantel, equilibrado, que pode fazer um bom campeonato.”
Depois de ter falhado o último estágio da Seleção devido a lesão, João Neves assumiu que o regresso tem um sabor especial.
“Foi difícil para mim. Gosto de estar em todos os jogos, foi difícil estar de fora por lesão, não contribuir da maneira que gosto. Esses dias de recuperação fizeram-me sentir o que é estar dentro de campo e a vontade de estar lá. Trago frescura, vontade, empenho e vou tentar dar a melhor versão de mim para ajudar a equipa.”
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Sobre o convívio com o grupo de trabalho da Seleção, o médio reforçou o valor destes momentos.
“É complicado para nós. Temos um largo espaço de preparação para o Mundial e Europeus e temos pouco tempo para estarmos juntos. Vejo esta oportunidade com bons olhos para me integrar ao máximo, preparar as competições. É sempre bom voltar a Portugal, sair da frescura de Paris, reunir-me com antigos colegas e jogadores com aprecio e estar esta semana para preparar o Mundial.”
Comparando os dois treinadores que o orientam, Roberto Martínez e Luis Enrique, João Neves destacou as semelhanças e diferenças.
“São treinadores diferentes, maneiras de jogar diferentes, têm coisas em comum, como ter bola e atacar. Faço o que me é pedido, é para isso que estou aqui. Jogando mais no meio ou a lateral, onde quer que seja, vou estar sempre pronto para ajudar a equipa.”
O internacional português também refletiu sobre a sua própria evolução.
“Não sei bem responder, tento ser eu próprio, seja a jogar futebol, seja cá fora. Sempre fui bem recebido por todos os colegas mais experientes. Estou muito grato. O Bruno foi uma pessoa muito importante neste percurso na seleção, integrou-me e fez-me perceber que não precisava de estar nervoso. Quanto a coisas de futebol, tenho melhorado a chegada à área, dá para ver nos meus golos, mas posso melhorar e acho que o que me faltava era essa chegada à área para o golo e assistência, mas não me foco muito e desde que a equipa ganhe está tudo bem.”
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Após os elogios públicos de Vitinha, João Neves mostrou humildade e espírito de grupo.
“A seguir vou dar-lhes um abraço. Vou continuar a ser o mesmo. Jogar lado a lado cabe ao mister e depois a mim e a todos dar o melhor pela equipa. A decisão de um treinador é em prol do grupo e não para piorar.”
Por fim, o médio recordou o jogo da primeira volta frente à Irlanda e reconheceu as dificuldades que Portugal poderá encontrar.
“Acho que vai ser mais difícil, é fora de casa e eles vão ter os seus adeptos. Foi um jogo em que mostrámos a vontade portuguesa. Ganhámos nos últimos minutos e soube bem. São equipas que nos vão criar dificuldades, mas cabe-nos trabalhar durante a semana para ver os pontos fortes do adversário, anulá-los e ver os pontos negativos e aproveitar.”
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Com maturidade e ambição, João Neves demonstrou mais uma vez porque é considerado uma das grandes promessas do futebol português — um jogador centrado no coletivo, mas consciente do seu crescimento e importância na Seleção Nacional.