Fora das opções de Enzo Maresca, Sterling nem sequer foi inscrito em todas as competições esta temporada, cenário impensável há poucos anos para um dos rostos do futebol inglês.
O Chelsea enfrenta um dos dossiers mais delicados — e dispendiosos — do seu plantel. O nome em causa é Raheem Sterling, extremo inglês de 31 anos, cujo contrato astronómico se transformou num verdadeiro problema financeiro e desportivo para os blues.
Fora das opções de Enzo Maresca, Sterling nem sequer foi inscrito em todas as competições esta temporada, cenário impensável há poucos anos para um dos rostos do futebol inglês.
Sterling chegou a Stamford Bridge em 2022 como uma contratação de peso, depois de o Chelsea ter pago cerca de 56 milhões de euros ao Manchester City. Na altura, trazia consigo o estatuto de estrela construída sob a orientação de Pep Guardiola, no Etihad, onde viveu o período mais produtivo da carreira. Contudo, em Londres, o rendimento nunca correspondeu às expectativas, e a sua importância no projecto foi diminuindo de forma progressiva.
Na época passada, o internacional inglês foi emprestado ao Arsenal, numa tentativa de relançar a carreira, mas o efeito foi limitado. Agora, segundo revela o jornal The Times, o Chelsea pretende desfazer-se do jogador já em Janeiro. O problema é que livrar-se de Sterling está longe de ser simples.
O extremo aufere cerca de 370 mil euros por semana, um valor incomportável para a maioria dos clubes, e não mostra grande abertura para abdicar de parte desse salário. Actualmente a treinar-se à parte do grupo principal, Sterling admite sair, mas apenas por empréstimo e com uma condição clara: permanecer em Londres. A estabilidade familiar pesa — e muito — na decisão do jogador, que não equaciona mudar de cidade.
Opções, pelo menos em teoria, não faltam. A capital inglesa conta com vários clubes na Premier League, como Brentford, Crystal Palace, Fulham, Tottenham ou West Ham. Ainda assim, existe uma questão incontornável: quem estará disposto a assumir um salário desta dimensão por um jogador que não compete oficialmente desde 25 de Maio?
Entre exigências contratuais elevadas, rendimento desportivo em queda e um contrato válido até 2027, o Chelsea vê-se preso a um dos símbolos mais claros da sua política recente de contratações. Um problema caro, difícil de resolver e que, todas as semanas, continua a pesar — literalmente — milhões nos cofres de Stamford Bridge.