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Nacional
03/01/26 às 14:14

FC Porto fecha a porta a saídas e protege núcleo duro no mercado de inverno

O FC Porto entrou no mercado de inverno com uma estratégia bem definida: segurar os principais titulares e evitar qualquer desmantelamento do onze-base de Francesco Farioli a meio da temporada.

A SAD azul e branca decidiu que vários dos jogadores considerados fundamentais não estarão disponíveis para negociações, aceitando apenas propostas que atinjam os valores das respetivas cláusulas de rescisão.

De acordo com a informação avançada, o clube estabeleceu uma lista de cerca de 15 jogadores considerados “intocáveis” neste mercado. Trata-se de futebolistas que fazem parte regular das escolhas do treinador italiano e que representam a espinha dorsal da equipa, numa fase em que o FC Porto procura estabilidade competitiva e continuidade de processos. Todos estes jogadores têm contrato válido, pelo menos, até 2028, estando protegidos por cláusulas de rescisão elevadas.

Esta posição permite aos responsáveis portistas enfrentar o mercado com maior tranquilidade. Historicamente, são poucos os clubes dispostos a investir valores muito elevados em pleno mês de janeiro, sobretudo quando isso implica bater cláusulas de rescisão significativas. A meio da época, os riscos desportivos e financeiros aumentam, o que joga a favor da estratégia delineada pela SAD portista.

Entre os nomes incluídos neste lote de jogadores protegidos encontram-se Samu Aghehowa, Rodrigo Mora, Alberto Costa e Victor Froholdt, todos eles vistos como peças importantes no presente e com forte margem de valorização futura. A ideia passa por manter o grupo coeso, evitando saídas que obriguem a reajustes profundos no modelo de jogo e na dinâmica da equipa.

Ainda assim, nem todos os elementos do plantel estão blindados. Existem dois casos em aberto neste mercado de inverno. Tomás Pérez é um deles. O médio argentino ainda não se estreou pela equipa principal esta temporada e poderá sair por empréstimo, numa solução que permita ganhar minutos e competitividade. A outra situação é a de Yann Karamoh, cujo futuro permanece indefinido, podendo sair caso o FC Porto concretize a contratação de um novo extremo.

No essencial, a mensagem do clube é clara: vender só em condições muito vantajosas e sem abdicar dos pilares do projeto desportivo. Com os objetivos da época bem definidos, o FC Porto aposta na continuidade e na solidez, preferindo resistir à tentação de negócios imediatos e proteger aquilo que considera essencial para o rendimento da equipa.

O mercado de inverno promete, assim, ser mais de contenção do que de revolução no Dragão, com o foco colocado na estabilidade e na defesa dos interesses desportivos do clube.