O dia seguinte ao Sporting-Arsenal trouxe algo inesperado: dados que, em vez de consolar, dão esperança genuína para a segunda mão no Emirates Stadium a 15 de abril.
Os números são impressionantes: o Sporting permitiu apenas 0,78 xG ao Arsenal — o valor mais baixo de qualquer adversário dos gunners nesta Champions. Fresneda revoltado: "Era para empatarmos." Há boas razões para acreditar em Londres.
O dia seguinte ao Sporting-Arsenal trouxe algo inesperado: dados que, em vez de consolar, dão esperança genuína para a segunda mão no Emirates Stadium a 15 de abril.
De acordo com os dados do GoalPoint, o Sporting foi a equipa que, nesta temporada e até ao momento, menos perigo permitiu ao Arsenal em toda a edição da Champions League. Os gunners criaram apenas 0,78 xG (golos esperados) em Alvalade — o valor mais baixo conseguido por qualquer adversário contra a equipa de Mikel Arteta nesta competição. E o golo de Havertz, que decidiu o jogo ao minuto 90+1, "valeu" apenas 0,62 xG — um remate de média dificuldade que entrou graças à execução perfeita do alemão e a uma defesa que baixou as guardas num momento de dois segundos de desatenção.
Estes números confirmam o que o olho já havia visto: o Sporting foi competitivo, organizado, perigoso nas transições e não mereceu perder. Mas merecimento não vale pontos.
Iván Fresneda, lateral direito dos leões, foi o primeiro jogador a falar após o apito final e não escondeu a revolta: "Ele [Raya] foi excelente. Era um jogo para, pelo menos, empatarmos. Na nossa casa, merecíamos marcar pelo menos um golo." Uma análise sóbria que resume o sentimento do balneário: não houve demérito, houve azar e uma grande defesa do guarda-redes espanhol do Arsenal.
Francisco Rodrigues dos Santos, advogado e adepto leonino, resumiu o sentimento geral numa frase que circulou nas redes sociais ao longo do dia: "O Sporting esteve à altura do Arsenal, mas foi traído por uma desconcentração. O empate ajustava-se. A eliminatória segue em aberto e há boas razões para acreditar."
Carlos Xavier, antigo jogador internacional, foi na mesma direção: "O Sporting foi uma equipa muito competente e personalizada. Não teve a sorte do jogo, sofreu no último minuto quando estava mais perto da vitória do que da derrota."
A eliminatória não está fechada. O Arsenal vai para o Emirates com uma vantagem de 1-0 — a menor vantagem possível numa primeira mão, recuperável com um golo em Londres. E o Sporting já esteve no Emirates antes: em 2023, na Liga Europa, eliminou os gunners nos penáltis após dois empates. A história do grupo de Rui Borges diz que nada está fechado — e os dados desta noite em Alvalade confirmam que o Sporting tem argumentos para acreditar.