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Nacional
25/11/25 às 20:42

Mourinho reage à primeira vitória do Benfica na Champions

José Mourinho reagiu à vitória do Benfica em Amesterdão, a primeira nesta edição da Liga dos Campeões.

O Benfica deu esta terça-feira um passo importante na luta pelo apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões ao vencer o Ajax por 0-2. No final da partida, José Mourinho reconheceu que a exibição não foi perfeita, mas sublinhou a solidez defensiva da equipa e explicou as opções tomadas durante o encontro.

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Primeira parte “caótica”, mas equipa reagiu

Mourinho admitiu que a equipa viveu um momento difícil antes do intervalo:
“Os últimos 10 minutos da primeira parte foram algo caóticos. Perdemos um pouco o controlo, recuperávamos a bola e depois perdíamos logo a seguir.”

Ainda assim, o treinador destacou que o Ajax criou apenas uma ocasião clara no segundo tempo, através de Klaassen, e que, mesmo sem grande produção ofensiva, o Benfica manteve o jogo totalmente controlado:
“Na segunda parte não fomos perigosos, é verdade, e também não conseguíamos sair, mas eles tiveram uma única oportunidade, pelo Klassen, e depois o jogo foi completamente controlado por nós.”

O técnico reforçou a sensação de segurança defensiva sentida no banco encarnado:
“A sensação que fica nos últimos 15 minutos é que se fossem, em vez de 15, uns 150, não marcariam na mesma. Essa solidez e esforço dos jogadores, a alegria do grupo depois da vitória, foi uma coisa bonita.”

 

Pressão obriga a jogar de forma diferente

Questionado sobre a postura mais expectante na segunda parte, Mourinho negou que fosse falta de ambição, explicando que o contexto competitivo e características do plantel influenciaram a estratégia:
“Disse ontem que uma coisa é jogares a querer ganhar, outra é teres de ganhar. Isso é uma pressão diferente.”

O treinador reforçou que não dispõe de jogadores rápidos suficientes na frente para apostar em transições ofensivas:
“Não somos uma equipa com muita gente rápida no ataque para sermos muito perigosos em transição, tínhamos de fazer o jogo de outra maneira.”

Ainda assim, deixou elogios ao grupo:
“Os jogadores fizeram-no muito bem, estão de parabéns. Atuaram com as armas que tinham, soubemos defender e ser sólidos. O golo do Barreiro acaba com o jogo, mas mesmo sem ele a sensação no banco era de que o jogo estava controlado.”

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Explicação para a entrada de Tomás Araújo

No segundo tempo, Mourinho optou por substituir Sudakov por Tomás Araújo, reforçando o setor defensivo. A decisão foi justificada pela estatura dos avançados adversários:
“Se tivesse no banco alas que me pudessem fechar espaços e ao mesmo tempo matar em contra-ataque, é o que qualquer treinador gosta de ter.”

Contudo, o contexto exigiu outra abordagem:
“Mas naquele momento eles jogavam com dois atacantes — um com 2 metros e outro com 1,90 metros — e podia haver muitos cruzamentos e bolas paradas.”

Por isso, reforçar o eixo defensivo era, para Mourinho, a melhor forma de garantir o triunfo:
“Se posso proteger o António [Silva] e o Otamendi de um 2x1 e criar superioridade com o Tomás... o objetivo era ganhar.”

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