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Internacional
04/01/26 às 16:00

Sergio Ramos entra em cena e coloca 400 milhões em cima da mesa para mudar o futuro do Sevilha

A possibilidade de Sergio Ramos vir a ter um papel central na aquisição do Sevilha ganhou novos contornos nas últimas horas, com a revelação de valores concretos e de pormenores determinantes para o futuro do clube andaluz.

O defesa espanhol, actualmente sem clube desde que deixou o Monterrey, do México, será o rosto visível de um grupo de investidores estrangeiros que já terá preparado uma proposta avaliada em 400 milhões de euros para a compra da totalidade do capital social do emblema de Nervión.

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De acordo com informações avançadas pelo The Athletic, Ramos não surge como o principal financiador da operação, mas sim como a figura pública de um consórcio que inclui um fundo norte-americano. A presença do internacional espanhol, fortemente ligado ao Sevilha desde a formação e com um regresso recente ao clube na temporada 2023/24, é vista como um elemento-chave para dar credibilidade, identidade e proximidade emocional a uma operação desta dimensão.

No entanto, o negócio está longe de fechado. A grande incógnita prende-se com a avaliação da situação financeira do clube, em particular com o empréstimo concedido pelo grupo CVC Capital Partners em 2021 à maioria dos clubes da LaLiga, incluindo o Sevilha. A dúvida central passa por saber se esse montante será considerado dívida efectiva no processo de venda, algo que poderá alterar de forma significativa o valor final da operação.

Segundo a mesma fonte, a proposta liderada por Sergio Ramos assenta numa avaliação do valor empresarial do clube, o que significa que os 400 milhões de euros não contemplam uma injecção directa de capital para sanar dívidas ou permitir um recomeço financeiro a partir do zero. Este detalhe é crucial, uma vez que o clube atravessa um período delicado do ponto de vista económico, aguardando actualmente uma auditoria externa que permita clarificar o real peso da sua dívida.

A intenção do consórcio passa pela aquisição de 100% do capital social do Sevilha, mas tudo dependerá do resultado dessa auditoria e da forma como os passivos existentes forem integrados na negociação. Só depois dessa avaliação rigorosa será possível perceber se os termos apresentados são viáveis e aceitáveis para os actuais detentores do clube.

Importa ainda sublinhar que esta não é a única proposta em cima da mesa. O Sevilha terá recebido, ao todo, três ofertas de compra, o que indica um cenário de forte interesse externo, mas também um processo complexo e potencialmente prolongado.

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Para Sergio Ramos, este passo representaria uma mudança profunda de papel no futebol, passando de figura histórica dentro das quatro linhas para agente activo na gestão e no destino de um clube que conhece como poucos. Resta agora perceber se esta proposta milionária terá força suficiente para transformar-se num novo capítulo da história do Sevilha.