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Nacional
14/01/26 às 12:49

O dado histórico que liga treinadores do FC Porto e do Benfica em noites de Taça no Dragão

Os duelos entre FC Porto e SL Benfica para a Taça de Portugal carregam sempre um peso histórico especial, mas há números e coincidências que ajudam a enquadrar melhor a dimensão do clássico desta quarta-feira.

Ao longo da história da prova-rainha, dragões e encarnados defrontaram-se por 37 vezes, sendo que 15 desses encontros tiveram lugar em casa do FC Porto. É neste contexto que surge uma curiosa linha comum entre treinadores dos dois clubes.

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Do lado do Benfica, apenas quatro técnicos conseguiram algo raríssimo: vencer jogos da Taça de Portugal no reduto portista. Fernando Cabrita, Lajos Baróti, Sven-Göran Eriksson e Jorge Jesus formam um grupo restrito, marcado pela capacidade de sobreviver — e triunfar — em contextos de enorme pressão no antigo Estádio das Antas e, mais tarde, no Dragão.

É precisamente a esse lote que José Mourinho ambiciona juntar-se, procurando escrever mais um capítulo simbólico na sua ligação ao futebol português e aos grandes palcos da Taça.

Já no banco azul e branco, o historial é mais extenso, mas não menos exigente. Sete treinadores do FC Porto conseguiram vencer o Benfica, em casa, em jogos da Taça de Portugal: Mihály Siska, José Maria Pedroto, Tomislav Ivic, Artur Jorge, Fernando Santos, Luís Castro e Sérgio Conceição. Um conjunto de nomes que atravessa várias eras do clube e que reflecte diferentes estilos, gerações e momentos de afirmação portista.

Para Francesco Farioli, o desafio passa precisamente por se juntar a este grupo de sete técnicos que conseguiram impor-se frente ao maior rival em jogos decisivos da Taça, em casa, mantendo viva a tradição competitiva do clube.

Ainda assim, a história mostra que nem sempre é preciso ganhar para seguir em frente. Em três ocasiões — 1962 (2-2), 1964 (1-1) e 1993 (1-1) — empates no Dragão foram suficientes para o Benfica continuar na prova, sem necessidade de grandes penalidades. Nessas eliminatórias, os encarnados acabaram sempre por sorrir, com treinadores como Béla Guttmann, Otto Glória ou Toni a deixarem também a sua marca.

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Números, nomes e memórias que ajudam a perceber porque é que cada clássico para a Taça de Portugal é muito mais do que apenas mais um jogo.