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Diversos
14/01/26 às 13:11

Benfica negoceia com o JP Morgan financiamento para transformar a Luz e avançar com o Benfica District

O SL Benfica está em conversações preliminares com o banco norte-americano JP Morgan Chase com vista ao financiamento da remodelação do Estádio da Luz e à concretização do ambicioso projecto Benfica District.

A informação foi avançada pela agência financeira Bloomberg, que cita fontes próximas do processo negocial.

De acordo com a Bloomberg, as negociações encontram-se ainda numa fase inicial e inserem-se num conjunto mais vasto de contactos que o clube encarnado estará a manter com várias instituições bancárias internacionais, embora o JP Morgan surja como o interlocutor mais destacado nesta fase. Contactadas pela agência, tanto o banco norte-americano como o Benfica optaram por não comentar oficialmente a informação, mantendo reserva sobre o processo.

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O plano de remodelação do Estádio da Luz prevê um aumento significativo da lotação, passando dos actuais cerca de 68 mil lugares para aproximadamente 80 mil. Esta intervenção visa não apenas responder à elevada procura em jogos de maior dimensão, mas também modernizar infraestruturas e melhorar a experiência dos adeptos. O custo estimado das obras no estádio ronda os 75 milhões de euros.

Paralelamente, o Benfica pretende avançar com o projecto Benfica District, uma operação de requalificação urbana da zona envolvente ao complexo desportivo, com um investimento previsto na ordem dos 220 milhões de euros. Este projecto foi aprovado no início de Janeiro em assembleia geral de sócios, com 59,24% dos votos a favor e 40,76% contra, revelando alguma divisão interna, mas garantindo ainda assim luz verde formal para avançar.

Na mesma assembleia, o presidente do clube, Rui Costa, procurou tranquilizar os sócios quanto ao impacto financeiro da iniciativa. O líder encarnado garantiu que o Benfica District é um projecto autónomo em termos de financiamento e que não comprometerá a capacidade de investimento nas várias modalidades e equipas de futebol do clube.

Essa posição foi reforçada por Nuno Catarino, director financeiro do Benfica, que sublinhou o carácter autossustentável do projecto. Segundo o responsável, as receitas geradas permitirão assegurar o pagamento do financiamento, prevendo-se uma receita bruta anual de cerca de 37 milhões de euros, após deduzidos os custos operacionais. O horizonte temporal de 15 anos definido para o projecto é apontado como garantia de uma contribuição positiva para as contas do clube.

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Caso as negociações com o JP Morgan avancem, o Benfica dará um passo decisivo para uma transformação estrutural do seu principal activo patrimonial, reforçando simultaneamente a dimensão económica e urbana do universo encarnado.