O eventual regresso de Rafa ao Benfica no mercado de inverno continua a ser mais desejo do que possibilidade real. Apesar de a estrutura encarnada — com Rui Costa à cabeça — ver com bons olhos o retorno do avançado de 32 anos, a operação está condicionada por vários fatores que tornam o cenário altamente improvável.
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O primeiro entrave é o próprio jogador. Rafa é conhecido por decisões firmes e raramente dá passos atrás depois de assumir uma posição. Assim foi em setembro de 2022, quando abandonou a Seleção Nacional, e novamente em 2024, quando optou por deixar o Benfica após oito épocas, mesmo perante o esforço máximo de Rui Costa para renovar o seu contrato.
“O nosso máximo para o convencer não foi suficiente, temos de respeitar e agradecer”, afirmou então o presidente encarnado.
Agora, a situação na Turquia acrescenta mais incerteza. Segundo relatos da imprensa local, o jogador entrou em clara rota de colisão com o treinador do Besiktas, Sergen Yalcin, ao ponto de ter comunicado ao presidente, Serdar Adali, que não voltaria a jogar sob as ordens do técnico. Desde 2 de novembro que não compete, falhou a deslocação ao Antalyaspor e não participou no treino desta quinta-feira, reforçando a perceção de rutura.
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Contudo, sair do Besiktas não é simples. Rafa assinou um contrato de três temporadas, com um prémio de assinatura de 8 milhões de euros e um salário anual de 6 milhões. Para rescindir, teria de abdicar de cerca de 9 milhões relativos ao ano e meio de vínculo ainda por cumprir — um valor difícil de ignorar. E mesmo que o jogador optasse por forçar a saída, o Besiktas dificilmente libertaria o seu melhor marcador no campeonato (5 golos e uma assistência) sem contrapartidas financeiras.
Se — e só se — Rafa deixasse o clube turco, o Benfica poderia ponderar um regresso, oferecendo a José Mourinho um jogador capaz de gerar impacto imediato. Mas antes seria preciso perceber se o próprio avançado estaria disponível para voltar a uma casa que decidiu deixar por desgaste e saturação com parte da massa adepta.
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Com o próximo jogo do Besiktas marcado para 23 de novembro, frente ao Samsunspor, a presença do português continua envolta em incerteza — tal como o seu futuro. Por agora, o regresso à Luz mantém-se no domínio da especulação e longe de ganhar contornos concretos.
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