O dossiê Rodrigo Mora continua a agitar o mercado e a colocar o nome do FC Porto em destaque fora de portas. O clube azul e branco mantém-se intransigente e só admite negociar o jovem talento português pela cláusula de rescisão, fixada em 70 milhões de euros, enquanto na Arábia Saudita o tema gera divisão entre os responsáveis do Al Ittihad.
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De acordo com a imprensa desportiva, o emblema saudita apresentou uma proposta de 63 milhões de euros por 90% do passe, mas o FC Porto recusou prontamente. André Villas-Boas resiste à saída de uma das maiores promessas do clube, protegendo o ativo que considera determinante para o futuro.
O problema, no entanto, está longe de se esgotar. A nível interno, o negócio criou um fosso dentro da própria estrutura do Al-Ittihad. De um lado, o CEO do clube, Domingos Soares de Oliveira, tem feito pressão para garantir a contratação do extremo de 18 anos, argumentando tratar-se de uma aposta segura e estratégica. Do outro, membros do ExCom e do Board, ligados ao Fundo Soberano da Arábia Saudita (PIF), não estão convencidos.
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Loay Omar Mashabi, presidente da NPO, terá mesmo manifestado sérias reservas, sublinhando que não existem garantias de retorno financeiro no curto ou médio prazo para justificar um investimento tão avultado. Esta discordância travou o negócio e coloca em suspenso a continuidade das negociações.
Assim, o cenário permanece em aberto. O FC Porto mantém a sua linha vermelha, enquanto na Arábia Saudita se debate a pertinência de investir uma fortuna num jogador ainda em fase de afirmação. O futuro de Rodrigo Mora está em suspenso, mas uma certeza mantém-se: os dragões só deixam sair o jovem talento pelo valor total da cláusula de rescisão.
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