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Nacional
16/02/26 às 13:20

“Andam de lupa…”: Presidente do Famalicão dispara após polémica em Alvalade

Miguel Ribeiro deixou críticas duríssimas à actuação do VAR no Sporting-Famalicão (1-0). O presidente famalicense fala em decisões “à lupa”, questiona critérios e apela à UEFA para analisar o lance polémico.

A vitória do Sporting sobre o Famalicão, por 1-0, em Alvalade, ficou marcada por contestação fora das quatro linhas. No final da partida, Miguel Ribeiro não poupou nas palavras e dirigiu críticas severas à actuação do VAR, considerando que houve uma intervenção excessiva e prejudicial para o seu clube.

O presidente do Famalicão começou por apontar directamente ao vídeo-árbitro. “Saio com queixas, em relação à actuação do VAR. Acho que o VAR deve andar de lupa à procura de motivos para anular, sempre para o mesmo lado”, afirmou, sugerindo um padrão nas decisões.

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Miguel Ribeiro destacou ainda que o VAR em causa foi o mesmo do jogo no Estádio da Luz frente ao Benfica, reforçando a ideia de reincidência. “Curiosamente, foi o mesmo VAR do Estádio da Luz”, sublinhou, recordando um penálti nesse encontro que continua a considerar “um absurdo”.

No centro da polémica está um golo anulado ao Famalicão. Para o dirigente, a intervenção não se justificava à luz das directrizes internacionais. “O VAR não serve para isto. Serve para um erro claro e óbvio do árbitro, não foi o caso. Não é claro nem óbvio que há falta, é passível de discussão. Há quem ache falta, há quem não ache”, argumentou.

Na zona mista de Alvalade, Miguel Ribeiro foi mais longe e apelou directamente à UEFA e a Roberto Rosetti, responsável pela arbitragem europeia. “Esta semana, o Rosetti falou sobre a intervenção do VAR e disse que primeiro está o futebol, depois a arbitragem e só depois o VAR. Depois do que ele disse, que veja este lance. Isto é tudo o que a UEFA não defende”, afirmou.

O presidente famalicense considerou que a decisão acabou por “deturpar um resultado à lupa”, lamentando que se procurem contactos mínimos para invalidar um golo. “Olhar para aquele golo e ir à lupa para procurar um motivo para anular um golo… vamos acabar por encontrá-lo”, disse.

Miguel Ribeiro voltou a referir o nome de Vasco Santos, recordando que também esteve envolvido como VAR noutros jogos do Famalicão, incluindo na Taça de Portugal. Ainda assim, recusou pedir o seu afastamento. “Nem vou entrar por aí, se deve ou não ser afastado. Dava-me muito jeito, estive duas vezes com ele e foi o que foi”, comentou.

Por fim, deixou um apelo ao Conselho de Arbitragem e a Pedro Proença, defendendo que o VAR deve ser uma ferramenta de auxílio e não um elemento central na decisão dos jogos. “É um país europeu, da UEFA. Este permanente escrutínio da lupa contra clubes da dimensão do Famalicão e a favor dos clubes maiores… Não acredito que alguém diga que aquele golo tem de ser anulado no estádio”, concluiu.

A polémica promete continuar a fazer correr tinta, numa fase em que o debate sobre os limites da intervenção do VAR volta a ganhar força no futebol português.

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