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Internacional
02/01/26 às 20:25

Rúben Neves, Bernardo Silva e Raphael Guerreiro entre os portugueses que podem sair a custo zero

O final da época 2025/26 pode marcar um ponto de viragem na carreira de vários futebolistas portugueses que atuam no estrangeiro.

Rúben Neves, Bernardo Silva e Raphael Guerreiro estão entre os nomes mais sonantes que entram no último ano de contrato e que, caso não renovem, poderão assinar por qualquer clube a custo zero no final da temporada. Uma realidade cada vez mais comum no futebol europeu, mesmo entre os emblemas mais poderosos do continente.

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No caso de Rúben Neves, atualmente ao serviço do Al Hilal, a situação contratual levanta várias interrogações. O médio internacional português continua a ser uma das figuras de referência do futebol saudita e mantém mercado tanto na Europa como no Médio Oriente. Se não houver prolongamento do vínculo, Neves ficará livre para decidir o futuro sem que o clube receba qualquer compensação financeira, um cenário que até há poucos anos seria impensável para um jogador do seu estatuto.

Bernardo Silva vive uma situação semelhante no Manchester City. Apesar de continuar a ser uma peça importante na equipa inglesa, o seu contrato aproxima-se do fim e a indefinição quanto ao futuro mantém-se. O médio criativo português já foi várias vezes associado a uma saída e, caso não renove, poderá tornar-se num dos jogadores mais cobiçados do mercado, precisamente por ficar disponível sem custos de transferência.

Raphael Guerreiro é outro nome em destaque. O lateral-esquerdo representa o Bayern Munique e integra uma lista extensa de jogadores em final de contrato no clube bávaro. Aliás, o Bayern surge como o emblema europeu com mais futebolistas nessa situação, o que tem gerado debate interno e externo sobre a política de renovações do clube. Além de Guerreiro, também Manuel Neuer, Upamecano, Goretzka e Gnabry estão a terminar contrato, todos eles com peso significativo na estrutura da equipa.

Este fenómeno não é exclusivo do Bayern. Outros gigantes europeus enfrentam problemas semelhantes. Liverpool, Manchester City e Real Madrid têm igualmente jogadores importantes a aproximarem-se do fim do vínculo contratual, correndo o risco de os perder sem retorno financeiro. Num futebol cada vez mais condicionado por regras de sustentabilidade e controlo financeiro, deixar sair ativos valiosos a custo zero representa um impacto significativo nas contas dos clubes.

Para os jogadores, este contexto pode ser vantajoso. Um atleta em fim de contrato ganha maior poder negocial, seja para renovar em melhores condições, seja para escolher um novo destino com um prémio de assinatura mais elevado. Para os clubes, o desafio passa por encontrar o equilíbrio entre renovar atempadamente, vender no momento certo ou assumir o risco de perder talento sem compensação.

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Com a época 2025/26 ainda pela frente, há margem para negociações e decisões estratégicas. No entanto, à medida que o tempo passa, a pressão aumenta e o mercado começa a olhar com ainda mais atenção para jogadores portugueses de topo que podem, em breve, ficar livres para assinar por qualquer emblema europeu.