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Internacional
27/03/26 às 14:28

Um detalhe de 96 horas está a travar uma carreira internacional… e ninguém percebe porquê

Mile Svilar, ex-Benfica e destaque da Roma, vive um impasse com a FIFA que o impede de representar qualquer seleção nacional.

Mile Svilar está a fazer uma temporada de alto nível ao serviço da Roma, mas há um detalhe que está a ensombrar completamente a sua carreira internacional. O guarda-redes, que chegou a passar pelo Benfica, encontra-se num verdadeiro limbo: não pode jogar por nenhuma seleção.

E tudo por causa de… quatro dias.

Um dos melhores guarda-redes… sem seleção

Os números não deixam margem para dúvidas. Svilar é, nesta altura, um dos guarda-redes em melhor forma na Serie A, com uma impressionante percentagem de defesas e um impacto decisivo na campanha da Roma.

Ainda assim, enquanto os seus colegas seguem para compromissos internacionais, o guardião fica em Trigoria, afastado de qualquer convocatória. Não por falta de qualidade — mas por um bloqueio burocrático que está longe de ser simples.

Entre a Sérvia e a Bélgica… sem poder escolher

Nascido na Bélgica, em Antuérpia, Svilar fez toda a formação nas seleções jovens belgas. No entanto, acabou por representar a Sérvia ao nível sénior, influenciado pelas raízes familiares — o pai, Ratko Svilar, foi internacional pela Jugoslávia.

O problema surgiu depois. O guarda-redes percebeu que queria representar a Bélgica, país onde cresceu e se formou. Mas, entretanto, as regras da FIFA entraram em jogo… e bloquearam essa possibilidade.

O jogo que mudou tudo

Tudo se resume a 45 minutos. Foi esse o tempo que Svilar esteve em campo pela Sérvia, num amigável frente ao Qatar, em setembro de 2021.

Esse jogo, aparentemente irrelevante, tornou-se determinante. Apesar de cumprir praticamente todos os critérios exigidos pela FIFA para mudar de seleção — número de jogos, tipo de competições e tempo decorrido — há um pormenor que o impede.

O detalhe que está a gerar polémica

A questão está na idade. As regras ditam que um jogador não pode mudar de seleção se tiver mais de 21 anos no momento da última internacionalização pela equipa inicial.

Svilar tinha 22 anos… mas há apenas quatro dias.

Um detalhe mínimo — cerca de 96 horas — que está a bloquear toda a situação e a impedir o guarda-redes de representar a Bélgica.

Uma batalha legal em curso

Perante este cenário, o caso já está nas mãos de advogados, que tentam convencer a FIFA a abrir uma exceção. O argumento é simples: Svilar cumpre todos os requisitos… falhando apenas por uma margem extremamente reduzida.

A decisão poderá ter impacto não só na carreira do jogador, mas também no futuro de outros casos semelhantes, podendo até criar um precedente nas regras do futebol internacional.

Um impasse que continua sem solução

Para já, Svilar continua sem pátria futebolística. A Sérvia não o convoca, a Bélgica não o pode utilizar, e a FIFA mantém-se firme nos regulamentos.

Com o Mundial 2026 no horizonte, o tempo começa a apertar. E uma das grandes perguntas mantém-se no ar: será que quatro dias vão mesmo definir toda uma carreira internacional?

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