adeptos-logo
Modalidades
05/02/26 às 10:28

Jorge Braz Vibra com Goleada à França e Destaca Identidade da Seleção: «Estava a Dar-me um Gozo dos Diabos»

A vitória expressiva de Portugal sobre a França, que garantiu o apuramento para a final do Campeonato da Europa de Futsal, foi vivida de forma intensa por Jorge Braz.

O selecionador nacional não escondeu o orgulho na exibição da Seleção Nacional de Futsal, sublinhando a maturidade emocional, a identidade coletiva e a forma como a equipa soube reagir a uma entrada menos conseguida no encontro frente à Seleção de França de Futsal.

Rafa Silva Quer Fechar o Círculo na Luz e Sonha Terminar a Carreira de Águia ao Peito

Em declarações ao Canal 11, reproduzidas pela Federação Portuguesa de Futebol, Jorge Braz fez uma análise apaixonada e detalhada do encontro, destacando a forma como os jogadores mantiveram a confiança mesmo nos momentos mais instáveis. “Tudo fez a diferença. Esta identidade global, com tarefas muito bem definidas, confiança total uns nos outros. Os erros que cometemos aqui e ali foram ditados pela vontade e a confiança em querer virar o jogo”, começou por explicar.

O técnico português não deixou de reconhecer o valor do adversário, elogiando a verticalidade e a qualidade do futsal francês, mas frisou que Portugal soube manter-se emocionalmente equilibrado. Essa capacidade revelou-se decisiva para transformar um início menos conseguido numa vitória clara e indiscutível. “Mantivemo-nos emocionalmente, mentalmente equilibrados, com confiança. Fomos nós. Estava a dar-me um gozo dos diabos este jogo, estava mesmo a divertir-me no banco”, confessou, visivelmente satisfeito.

Para Jorge Braz, mais do que o resultado, ficou a atitude e o comportamento competitivo da equipa. O selecionador destacou o orgulho que sente em liderar este grupo, sublinhando que jogos como este dão sentido ao trabalho diário. “Independentemente dos erros, foi mais um jogo em que tive um orgulho brutal em ser Selecionador Nacional. Senti-me mesmo bem como treinador. Assim vale a pena dedicarmo-nos tanto”, afirmou.

Na análise mais táctica, Braz rejeitou a ideia de um jogo “de guerra”, preferindo sublinhar a coragem e a agressividade positiva da equipa portuguesa. A pressão mais alta e o risco assumido na defesa foram pedidos claros do banco e acabaram por desgastar a França, permitindo a Portugal ganhar confiança e controlo do jogo. “Não era por estar a perder 1-0 que íamos ter receio. Siga! E eles entenderam isso muito bem. Foram fantásticos”, reforçou.

O foco vira-se agora para a final de sábado frente à Seleção de Espanha de Futsal, a terceira consecutiva de Portugal em Europeus. Um dado que Jorge Braz valoriza como reflexo de um percurso consistente e sustentado. “É o percurso que queríamos construir. Jogo a jogo, com humildade, pés assentes na terra”, explicou, acreditando que a final poderá encaixar ainda melhor no registo competitivo da equipa portuguesa.

Antes do derradeiro desafio, o selecionador deixou ainda uma palavra de agradecimento aos adeptos e a toda a estrutura do futsal nacional, desde clubes a associações, sublinhando o orgulho que sente nos jogadores que representam Portugal. Agora, a missão é clara: descansar, recuperar e preparar o último passo rumo a mais um título europeu.