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Internacional
08/02/26 às 10:24

Fabrizio Romano esclarece tensão de CR7: problema não é o Al Nassr, mas a gestão da Liga Saudita

Fabrizio Romano garante que Cristiano Ronaldo não está em conflito com o Al Nassr. O descontentamento do avançado português prende-se com a forma como o Fundo de Investimento Público gere a Liga Saudita, situação que já levou CR7 a boicotar jogos.

Cristiano Ronaldo não está em rota de colisão com o Al Nassr. O esclarecimento foi feito por Fabrizio Romano, que explicou que o descontentamento do internacional português está relacionado exclusivamente com a gestão do Fundo de Investimento Público (PIF), entidade que controla vários clubes da Liga da Arábia Saudita.

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“Deixem-me clarificar uma coisa. O problema não é entre Cristiano Ronaldo e o Al Nassr”, começou por afirmar Romano. Segundo o jornalista italiano, o capitão da seleção nacional mantém uma relação “fantástica” com o treinador, os colegas de equipa, os adeptos e a estrutura directiva do clube. “O Cristiano está muito feliz com a gestão do Al Nassr”, sublinhou.

A origem do conflito surge, sim, ao nível do PIF, responsável pelas decisões estratégicas globais do campeonato. Romano explicou que é o fundo quem define investimentos, orçamentos e políticas de mercado, e é precisamente aí que reside a insatisfação de Cristiano Ronaldo. “Ele não está feliz com a forma como o fundo gere a situação nos vários clubes. A estratégia deles”, acrescentou.

O jornalista fez ainda questão de reforçar que esta posição não significa qualquer ruptura com o Al Nassr. “O Cristiano não está a quebrar a sua relação com o clube. Ele não está feliz com o controlo sobre alguns clubes da Liga Saudita”, esclareceu, afastando rumores de uma saída iminente.

Boicote pode ter consequências disciplinares

O protesto de Cristiano Ronaldo já dura há quase uma semana. O avançado português recusou alinhar frente ao Al Riyadh, encontro que o Al Nassr venceu por 1-0, e voltou a ficar de fora no triunfo frente ao Al Ittihad por 2-0.

Inicialmente, a imprensa saudita apontou a possível transferência de Karim Benzema do Al Ittihad para o Al Hilal como o motivo da revolta. Contudo, rapidamente se percebeu que o desagrado de CR7 está relacionado com a globalidade do mercado de inverno.

Na perspectiva do jogador, o PIF tem actuado de forma desigual, beneficiando o Al Hilal, que investiu perto de 100 milhões de euros em reforços, enquanto o Al Nassr recebeu apenas duas contratações de baixo custo.

De acordo com o jornal saudita Asharq Al-Awsat, Cristiano Ronaldo arrisca agora uma multa ou até um corte no salário — estimado em cerca de 200 milhões de euros anuais — caso prolongue o boicote, em conformidade com os regulamentos da Liga da Arábia Saudita.

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O próximo passo de Cristiano Ronaldo será decisivo para perceber até onde está disposto a levar esta contestação num campeonato onde continua a ser a maior figura mediática.