O treinador italiano falou ainda da recente renovação de contrato, do estágio no Algarve e da preparação detalhada para um jogo que antevê altamente táctico.
Francesco Farioli lançou esta terça-feira o Clássico frente ao Benfica, agendado para quarta-feira no Estádio do Dragão, deixando claro que o FC Porto terá de apresentar um nível superior ao exibido no último duelo entre os dois rivais.
O treinador italiano falou ainda da recente renovação de contrato, do estágio no Algarve e da preparação detalhada para um jogo que antevê altamente táctico.
Farioli começou por destacar a importância do estágio realizado no sul do país, sublinhando não apenas o trabalho realizado em campo, mas também a componente humana. O técnico explicou que os últimos quatro a cinco dias foram muito positivos, permitindo conjugar sessões exigentes com momentos de convívio familiar. Um contexto que, segundo o treinador, ajudou a reforçar a união do grupo antes de virar totalmente o foco para o Benfica.
Questionado sobre as ausências no conjunto encarnado, Farioli afastou qualquer leitura de vantagem. Para o técnico, o plantel do Benfica continua a ser forte e competitivo, independentemente de uma ou duas baixas. «Temos de estar com a atitude certa e fazer mais e melhor do que no primeiro Clássico no Dragão», afirmou, deixando claro que a sua atenção está centrada nas decisões internas e não nos condicionantes do adversário.
Na análise ao Benfica, o treinador do FC Porto antecipou um adversário diferente daquele que encontrou anteriormente. Farioli espera uma equipa mais agressiva, melhor distribuída no campo e capaz de apresentar soluções tácticas distintas, recordando que no último confronto as águias apostaram muito na cobertura a Sudakov e na pressão de Pavlidis na saída de bola portista. Perante esse cenário, garantiu que a equipa trabalhou várias soluções ao longo da última semana.
Sobre a nomeação de Fábio Veríssimo para o encontro, Farioli limitou-se a uma resposta prudente, afirmando que confia na decisão de quem escolheu o árbitro e que só agora teve conhecimento dessa opção.
O técnico abordou ainda a situação de Oskar Pietuszewski, explicando que o jovem só recentemente foi inscrito e integrado plenamente nos treinos, não afastando a possibilidade de ser convocado, mas frisando que o processo de adaptação deve ser feito sem pressas.
Por fim, Farioli comentou a renovação de contrato até 2028, assumindo que a mesma aumenta a responsabilidade, mas também o orgulho. O treinador destacou o alinhamento com a direção liderada por André Villas-Boas e recordou o caminho percorrido desde a chegada ao Dragão, sublinhando a necessidade de não esquecer a distância que existia para os rivais e o trabalho feito para a reduzir. «Estamos a meio da corrida e o futebol pode mudar depressa», concluiu.