No final da partida, o treinador leonino falou aos jornalistas e rejeitou qualquer dramatização em relação à diferença pontual para o FC Porto, sublinhando que a época está longe de estar decidida.
Rui Borges procurou baixar a temperatura do debate em torno da corrida pela Primeira Liga após o empate do Sporting frente ao Gil Vicente (1-1), em jogo da 17.ª jornada do campeonato.
No final da partida, o treinador leonino falou aos jornalistas e rejeitou qualquer dramatização em relação à diferença pontual para o FC Porto, sublinhando que a época está longe de estar decidida.
Confrontado com a possibilidade de os dragões aumentarem a vantagem na liderança, Rui Borges foi claro ao recordar experiências recentes. “No ano passado, estivemos a oito pontos do segundo classificado e passámos para segundo. Falta muito campeonato”, afirmou, num discurso que procurou recentrar o foco no trabalho diário e no controlo do que a equipa pode efetivamente influenciar dentro de campo.
O técnico do Sporting reforçou que a equipa não está preocupada com cenários hipotéticos nem com resultados de terceiros. “Estamos apenas focados naquilo que nós controlamos e naquilo que temos de fazer. O resto… depois no fim veremos o que conseguimos fazer em relação a essa diferença pontual”, acrescentou, mostrando uma postura serena apesar do deslize em Barcelos.
O empate frente ao Gil Vicente impediu o Sporting de acompanhar o ritmo do líder, numa fase em que cada ponto começa a ganhar peso acrescido. Ainda assim, Rui Borges recusou associar o resultado a qualquer perda de confiança ou quebra de ambição, preferindo destacar o equilíbrio do campeonato e a exigência constante de manter regularidade ao longo de muitas jornadas.
À entrada para esta ronda, o FC Porto soma 46 pontos no primeiro lugar, enquanto o Sporting segue na segunda posição, com 42. A deslocação dos portistas ao terreno do Santa Clara, agendada para domingo, pode alargar a vantagem para sete pontos, um cenário que inevitavelmente alimenta discussões em torno da luta pelo título.
Apesar disso, o discurso do treinador leonino aponta noutra direção. Rui Borges insiste que o campeonato não se decide em janeiro e que a história recente da prova demonstra como as classificações podem mudar significativamente ao longo da segunda metade da época. Para o Sporting, a prioridade passa por corrigir erros, somar vitórias e manter-se na discussão até às últimas jornadas.
Num campeonato marcado por equilíbrio, pressão constante e margem mínima para falhas, Rui Borges prefere olhar para dentro e afastar ruído externo, acreditando que só no final se fará o verdadeiro balanço da corrida pela Primeira Liga.