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Nacional
07/04/26 às 09:47

MOURINHO EM MODO NUCLEAR: "PERDI O CAMPEONATO", "HÁ JOGADORES QUE NÃO COMEM FUTEBOL" E AMEAÇA NÃO FAZER JOGAR ALGUNS

A conferência de imprensa de Mourinho após o empate com o Casa Pia foi das mais explosivas do ano. Criticou jogadores sem os nomear, admitiu ter "vontade de não os fazer jogar", revelou que Prestianni chegou com febre e ainda atacou a arbitragem. Tudo numa noite só.

José Mourinho chegou à sala de imprensa do Estádio Municipal de Rio Maior com a cara de quem tinha acabado de perder o campeonato — porque, nas suas próprias palavras, foi exactamente isso que aconteceu. O empate com o Casa Pia não foi apenas mais um resultado difícil. Foi, para o treinador do Benfica, o momento em que a última porta se fechou.

José Mourinho chegou à sala de imprensa do Estádio Municipal de Rio Maior com a cara de quem tinha acabado de perder o campeonato — porque, nas suas próprias palavras, foi exactamente isso que aconteceu. O empate com o Casa Pia não foi apenas mais um resultado difícil. Foi, para o treinador do Benfica, o momento em que a última porta se fechou.

"Em vez de dizer que empatámos o jogo, prefiro dizer que perdemos o campeonato." Dito assim, sem rodeios, logo na primeira resposta. A frase percorreu todas as redacções do país em minutos.

Mas Mourinho não ficou por aqui. A conferência escalou rapidamente para uma das mais duras da temporada, com o treinador a disparar em várias direcções em simultâneo.

Sobre os jogadores, foi explícito sem nunca nomear ninguém — o que, na prática, é ainda mais devastador: "Não fui bem sucedido em transmitir a importância do jogo. A minha frustração é que quem treina como os meus jogadores treinam e chegar a um jogo desta importância realizando aqueles 45 minutos... Há alguns que parece que não comem e respiram futebol." E depois a ameaça: "Neste momento tinha vontade de não fazer jogar mais alguns jogadores. Mas há valores mais altos que se levantam — são activos, e se calhar é mais fácil não continuar tentando valorizar do que hostilizar."

O treinador revelou ainda que Prestianni — que entrou ao intervalo e foi dos melhores em campo — chegara à concentração com febre desde a Argentina, sem treinar um único dia. "Chegou doente. Teve febre, nem ao centro de estágios ia para não contagiar os companheiros. Ontem mostrou-se disponível e foi por esse motivo que não comecei com ele." Uma revelação que lança uma sombra sobre a preparação da equipa para um jogo que era decisivo.

Sobre a arbitragem, Mourinho optou por uma crítica cirúrgica e aparentemente contraditória que esconde uma mensagem bem clara: "O árbitro, sem ter influência nenhuma em decisões importantes, contribuiu para este jogo." Também atacou o Casa Pia por simular: "Para lutar por este ponto, simularam, atiraram-se para o chão, o banco quase que entrava em campo, jogadores com cãibras a voltar para trás..."

Mas talvez o momento mais humano da noite tenha sido o momento em que Mourinho desceu à matemática pura para tentar explicar aos jogadores o que estava em jogo: "A minha intervenção ao intervalo foi melhorar aspectos táticos, mas a outra foi matemática — fiz as contas no FlipChart. Era muito simples: se ganharmos, vamos para cinco pontos do Porto. Se ganharmos ao Nacional, vamos para dois. O FC Porto entra no Estoril a dois pontos. Se empatarmos, de oito vamos para sete. Acabou. Simples." O grupo não reagiu. E a noite terminou com oito pontos de desvantagem transformados em sete — e o título transformado em impossível.

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