Aos 20 anos, o ponta do FC Porto cumpre um sonho antigo e fá-lo num contexto particularmente simbólico: a substituir Pedro Portela, uma das maiores referências da história do andebol português, com 160 internacionalizações pela seleção nacional.
A convocatória de José Ferreira para o Europeu de Andebol de 2026 representa muito mais do que uma simples estreia internacional em fases finais.
Aos 20 anos, o ponta do FC Porto cumpre um sonho antigo e fá-lo num contexto particularmente simbólico: a substituir Pedro Portela, uma das maiores referências da história do andebol português, com 160 internacionalizações pela seleção nacional.
Em declarações à Lusa, durante o estágio de preparação realizado em Rio Maior, José Ferreira não escondeu a emoção. “É um sentimento inexplicável, é um sonho tornado realidade e estou muito contente por fazer a minha estreia num Europeu”, confessou o jovem internacional, que promete dar tudo para ajudar Portugal a cumprir os seus objetivos na nona presença lusa em fases finais do Campeonato da Europa.
O jogador é um dos seis estreantes escolhidos por Paulo Jorge Pereira, selecionador nacional, numa lista que aposta claramente na renovação e no futuro. A par de José Ferreira, também Gabriel Cavalcanti, Diogo Valério, Miguel Neves, Pedro Tonicher e Filipe Monteiro fazem a sua estreia em grandes competições, com o ponta do FC Porto a ser, juntamente com Francisco Costa, o mais jovem do grupo.
A chamada à seleção não era um dado adquirido. Uma lesão afastou-o do estágio anterior, mas o regresso rápido e as boas exibições ao serviço dos dragões acabaram por abrir-lhe as portas do Europeu. “Não esperava ser convocado, mas senti que, se fizesse bons jogos, podia ser chamado. Foi isso que aconteceu e estou muito grato”, explicou, antecipando também o impacto de jogar perante pavilhões cheios: “Vai ser uma experiência incrível”.
Questionado sobre a ausência de Pedro Portela, José Ferreira mostrou maturidade e respeito. “Sabemos que é uma lenda do andebol português, é um grande jogador e, sim, estou preparado para substituí-lo”, afirmou, destacando ainda a concorrência saudável com António Areia, com quem partilha posição.
No plano competitivo, Portugal integra o Grupo B, juntamente com Roménia, Macedónia do Norte e Dinamarca, anfitriã e tetracampeã mundial. José Ferreira reconhece as dificuldades, mas deixa uma mensagem de ambição, especialmente para o duelo com os dinamarqueses: “Eles não podem ganhar sempre. Acreditamos que esta pode ser a vez de ganharmos à Dinamarca. É jogar à Portugal, com raça e unidos”.
Portugal, que tem como melhor resultado no Europeu o sexto lugar alcançado em 2020, estreia-se frente à Roménia a 16 de janeiro, defronta a Macedónia do Norte no dia 18 e encerra a fase de grupos diante da Dinamarca, em Herning, no dia 20. O Europeu decorre entre 15 de janeiro e 1 de fevereiro, com jogos repartidos por Oslo, Herning, Kristianstad e Malmö.