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23/04/26 às 11:39

Jaime Faria fez história em Madrid e saiu de cabeça erguida — o oitavo português a jogar um quadro principal de Masters 1000

Jaime Faria tornou-se o oitavo português da história a jogar um quadro principal de Masters 1000. Perdeu com Hurkacz por duplo 6-3 em 71 minutos, com problemas físicos nas costas e 12 ases sofridos. Nuno Borges continua em jogo hoje em Madrid.

Há derrotas que valem tanto como vitórias. A de Jaime Faria ontem em Madrid é uma delas.

O tenista lisboeta de 22 anos tornou-se o oitavo português da história a disputar um quadro principal de um Masters 1000 — a categoria mais exigente do ténis masculino abaixo dos Grand Slams. Para lá chegar, Faria teve de passar pela fase de qualificação, o que já era por si só uma conquista num torneio desta dimensão.

O adversário na primeira ronda foi Hubert Hurkacz, actual número 63 do mundo mas antigo top 10, que venceu por duplo 6-3 em 71 minutos com 12 ases ao longo do encontro. Faria chegou a criar três oportunidades de quebra de serviço no sétimo jogo do primeiro set — o momento mais próximo de mudar o rumo do encontro — mas o polaco anulou-as todas com a consistência de quem tem anos de experiência neste tipo de palcos.

No final, Faria foi honesto na análise: "Foi um encontro algo aborrecido de jogar. Ele serviu de forma incrível e eu nunca consegui ameaçá-lo." Revelou ainda que competiu com limitações físicas: "Não consegui servir a 100% por causa de um bloqueio nas costas." 

Apesar da derrota, o quadro é positivo. Faria confirmou que as dores nas costas não são preocupantes e que tenciona jogar um Challenger na Áustria antes de tentar entrar no Masters 1000 de Roma. A ascensão do tenista de Lisboa, que há poucos anos era um desconhecido e que hoje compete nos palcos mais exigentes do ténis mundial, continua a um ritmo impressionante.

Portugal continua representado em Madrid através de Nuno Borges, que joga hoje a sua primeira ronda do quadro principal frente ao argentino Mariano Navone. Francisco Cabral também está no torneio de pares ao lado do britânico Joe Salisbury. Três portugueses em simultâneo num Masters 1000 é um fenómeno que há poucos anos seria impensável.