Há duas semanas o Arsenal tinha nove pontos de vantagem e o título parecia uma questão de tempo. Hoje tem três — e o Manchester City tem um jogo a menos.
Duas derrotas consecutivas do Arsenal reduziram a vantagem de nove para três pontos. O City tem um jogo a menos. Se ganhar esse jogo pendente empata no topo. Bernardo Silva pode despedir-se com o título mais valioso da carreira inglesa — ou sem ele.
Há duas semanas o Arsenal tinha nove pontos de vantagem e o título parecia uma questão de tempo. Hoje tem três — e o Manchester City tem um jogo a menos.
A aceleração vertiginosa do City nas últimas semanas e os dois desaires consecutivos dos Gunners transformaram o que parecia uma corrida de um só candidato num duelo de nervos até à última jornada. O Arsenal perdeu em Bournemouth há uma semana. Depois perdeu no Etihad no domingo com um golo de Haaland aos 65 minutos. Duas derrotas, seis pontos desperdiçados, uma vantagem que se evaporou.
Para o Arsenal, a crueldade é dupla. O plantel mais desgastado do grupo de candidatos ao título chega ao sprint final com Saka, Odegaard e Timber ainda fora. Arteta tem gerido com recursos limitados há semanas. E o City, sem competição europeia nas meias-finais, chega descansado e em forma.
Se o City ganhar o jogo em atraso, as duas equipas ficam empatadas no topo. Com cinco jornadas restantes para o Arsenal e seis para o City, o título decide-se nos jogos finais de Maio.
No meio de tudo isto está Bernardo Silva — o português que esta semana confirmou a saída do clube no final da época após nove anos e 19 títulos. Uma Premier League a mais seria o epílogo perfeito para uma despedida que toda a gente quer que acabe bem. Ou seria a segunda grande decepção de um adeus que começou com a eliminação nos quartos da Champions.
Cinco jornadas. Três pontos. Um título que voltou a estar em aberto.