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Nacional
20/04/26 às 10:44

Rafa gela alvalade aos 90+3' — Benfica vence o Dérbi 2-1 e sobe ao segundo lugar. Mourinho apontou para a camisola, Rui Borges falou em "crueldade"

Benfica venceu em Alvalade 2-1 com golo de Rafa Silva aos 90+3'. Schjelderup marcou de penálti, Morita empatou. Suárez falhara um penálti para o Sporting. Benfica sobe ao segundo lugar. Porto a sete pontos do Benfica com quatro jornadas para jogar.

Há dérbis que ficam. Este vai ficar.

Noventa e três minutos. Um penálti falhado pelo Sporting. Um penálti convertido pelo Benfica. Um empate que parecia justo. Um golo anulado ao Sporting que fez Alvalade explodir de alegria — e logo a seguir gelar. E Rafa Silva, saído do banco aos 78 minutos, a decidir o jogo com um golo que foi ao mesmo tempo um murro no estômago do Sporting e o coroamento de uma semana para esquecer para o clube de Alvalade.

O jogo

O Sporting entrou melhor. Aos 19 minutos, João Pinheiro assinalou penálti para os leões — a bola bateu no braço de Morita após disputa aérea. Suárez foi à marca dos onze metros. Trubin adivinhou o canto e defendeu. Foi o primeiro penálti falhado pelo Sporting num dérbi desde 1983.

O Benfica reagiu. Aos 29 minutos, Morita cometeu falta sobre Schjelderup dentro da área — penálti claro. O mesmo Schjelderup foi à marca e não tremeu: 1-0 para o Benfica ao intervalo.

Na segunda parte, o Sporting cresceu. Rui Borges lançou Vagiannidis e Debast mais cedo do que o habitual, percebendo a quebra física de alguns jogadores — o Emirates cobrou a fatura. Aos 72 minutos, Debast cruzou da direita e Morita apareceu ao segundo poste para desviar de cabeça: 1-1. Alvalade acordou.

O dérbi ficou aberto. Geny Catamo tentou. Bragança chegou ao remate a centímetros do golo. E aos 89 minutos, o momento que fez o estádio explodir: Trincão assistiu Rafael Nel, que rematou cruzado e fez 2-1. Alvalade em delírio. Festa prematura — o VAR confirmou fora de jogo. O golo não contou.

Menos de um minuto depois, Barreiro cruzou pela esquerda e Rafa Silva — em campo há apenas doze minutos — dominou, caiu ligeiramente, e rematou para o fundo da baliza. 2-1 para o Benfica. Silêncio absoluto em Alvalade. Fim do jogo.

O pós-jogo

Mourinho saiu do banco com um gesto que correu o mundo: apontou para a camisola do Benfica, depois colocou o dedo na têmpora. Na conferência foi mais contido mas igualmente claro: "Estrategicamente o Benfica fez um jogo fantástico."

Rui Borges não se queixou da arbitragem mas não escondeu a amargura: "É a crueldade do jogo. Às vezes cai para um lado, outras vezes para o outro. Fizemos o 2-1 que não contou e logo a seguir o Benfica marcou em contra-ataque. Sentiu-se a quebra física em quatro ou cinco jogadores — é natural depois do Arsenal. Mas não podia pedir mais à equipa. Enquanto matematicamente for possível, vamos lutar pelo primeiro lugar."

O problema é que a matemática está quase fechada.