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Diversos
05/03/26 às 15:30

Benfica despede-se de António Lobo Antunes e recorda ligação profunda ao clube

O Benfica lamentou a morte de António Lobo Antunes, aos 83 anos, destacando a ligação afetiva do escritor ao clube. O autor foi recordado como um dos mais ilustres adeptos encarnados e uma referência maior da cultura portuguesa.

O Sport Lisboa e Benfica manifestou publicamente pesar pela morte de António Lobo Antunes, escritor português que faleceu aos 83 anos e que mantinha uma ligação assumida ao clube da Luz.

Em nota oficial divulgada esta quinta-feira, o Benfica recordou o autor como “um dos mais ilustres adeptos do clube” e destacou o seu papel como uma das maiores referências da cultura portuguesa contemporânea.

Ao longo de décadas, António Lobo Antunes nunca escondeu o seu benfiquismo. Essa ligação afetiva atravessou várias entrevistas, testemunhos públicos e até referências na sua própria obra literária, tornando-se parte da identidade do escritor.

Uma paixão assumida pelo Benfica

No comunicado divulgado pelo clube, é sublinhado que o escritor manteve sempre uma relação emocional forte com o Benfica. Entre as recordações evocadas surge uma das frases mais conhecidas associadas ao seu benfiquismo, quando recordava o período da Guerra Colonial.

Numa dessas memórias, António Lobo Antunes afirmou que “enquanto o Benfica jogava, não havia guerra”, expressão que procurava transmitir o impacto emocional que o futebol e o clube tinham mesmo em momentos particularmente difíceis da história portuguesa.

O clube da Luz destacou também outra frase emblemática do escritor, em que, com a ironia e ambição que o caracterizavam, confessava um desejo pessoal: “Quero ser o Águas da literatura”, numa referência a José Águas, uma das figuras históricas do Benfica.

Despedida a uma figura maior da cultura portuguesa

Na mesma nota, o Benfica sublinhou que, com a morte de António Lobo Antunes, Portugal perde um dos seus maiores escritores e o clube um adepto cuja paixão ficará ligada à memória coletiva do benfiquismo.

O clube apresentou ainda condolências à família, amigos e admiradores do autor, associando-se ao luto de todos aqueles que reconhecem na sua obra um legado marcante da literatura portuguesa.

A morte de António Lobo Antunes representa o desaparecimento de uma voz singular da cultura portuguesa — e, para o universo benfiquista, a despedida de um adepto que sempre assumiu o clube como parte da sua identidade.

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