Rúben Amorim lançou, esta sexta-feira, um discurso realista mas ambicioso quanto ao futuro do Manchester United, sublinhando que não quer ouvir falar em projetos de longo prazo, nem se refugiar na ideia de que precisa de vários anos para competir ao mais alto nível.
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A véspera do dérbi frente ao Manchester City, no Etihad, serviu para o técnico português fazer um balanço claro sobre o que espera da próxima temporada.
“Não posso dizer que precisamos de muitos anos, mas também não estou a dizer que vamos ganhar o título no próximo ano – não sou louco. No próximo ano vamos sofrer muito para sermos muito melhores”, vincou Amorim.
Mudança com pressa, mas com calma
O treinador luso quer reforços no verão, mas não uma revolução. “Um ou dois grandes jogadores” é o que considera necessário para subir patamares competitivos, embora reconheça que o seu conceito de “grande jogador” possa ser diferente da visão mediática ou popular.
“Estamos a fazer tudo para sermos muito melhores na próxima época. Se vai demorar quatro anos? Não sei. Mas a próxima época tem de ser muito melhor”, frisou.
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Amorim aproveitou ainda para colocar um travão nas comparações com Alex Ferguson, lembrando que os tempos mudaram. “Hoje em dia temos de dar três entrevistas antes de cada jogo. A pressão é completamente diferente”.
Entre a reconstrução e a exigência imediata
O Manchester United encontra-se atualmente em 13.º lugar na Premier League, atrás de clubes como Newcastle, Nottingham Forest ou Brentford. Amorim reconheceu que está longe de conseguir competir com equipas mais estáveis, mas reiterou que não está à espera de desculpas nem de processos longos sem resultados.
“Estamos a sofrer muito para sermos melhores. Mudámos muitas coisas dentro do clube, jogadores, funcionários, métodos. Estamos a construir, mas não quero ser aquele treinador que chega e diz que precisamos de muito tempo”.
Sem deslumbramento com vitórias isoladas
Questionado sobre se uma eventual vitória frente ao Manchester City seria o ponto alto do seu trajeto até ao momento, Amorim foi direto:
“Não vejo uma vitória como um momento especial. Os momentos especiais são a conquista de títulos. Mesmo na terceira divisão, é possível vencer a melhor equipa dessa divisão”.