A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) anunciou uma medida que está a dar que falar. A partir da temporada 2025/26, todos os participantes não federados terão de estar munidos de uma licença para poderem participar em provas de atletismo (com valor superior aos cinco euros de inscrição).
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A medida está a gerar as mais diversas reações entre atletas, organizadores de provas e clubes.
Em declarações ao Sapo Desporto, uma fonte da Federação Portuguesa de Atletismo explica a necessidade de aplicar esta medida.
"O objetivo da licença é o enquadramento legal dos atletas que participam no calendário das provas do calendário nacional", atirou.
Desta forma, a FPA pretende modernizar o setor, melhorar as condições de segurança e aumentar a transparência e qualidade das provas, explicando ainda que muitos países europeus aplicam o mesmo sistema.
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Na próxima época os atletas que quiserem participar nas provas terão de pagar quer seja por um dia (custo de três euros) quer seja por um ano (custo de 36 anos).
"Se em vez de fazer a licença do corredor e optar por ser federado, paga 31 euros e tem acesso a todas as provas devidamente homologadas e certificada pela federação, seja em 'trail' ou em pista. Algumas provas de organização particular exigem uma taxa de inscrição. Aí terá de se pagar. As que não têm taxa de inscrição, os atletas poderão sempre participar, não havendo mínimos".
Um dos atrativos que a FPA entende que contribuirá para que os atletas adiram a esta licença é o facto de terem garantido um seguro desportivo.
"É um vantagem caso haja uma lesão muscular, uma rotura".
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A FPA revela o destino das verbas obtidas através desta licença.
"O valor auferido pela Federação Portuguesa de Atletismo no âmbito deste processo será investido no desenvolvimento nacional e regional da modalidade, em articulação com as Associações Regionais e Distritais de Atletismo, com especial foco na formação através do Atletismo Infantojuvenil", refere o órgão em comunicado.