O Sporting chegava a Barcelos embalado por três goleadas consecutivas e com estatuto de equipa mais concretizadora da Liga. Do outro lado estava um Gil Vicente quarto classificado, com uma das defesas menos batidas do campeonato e uma organização coletiva que prometia dificuldades acrescidas. E prometeu bem. Rui Borges mexeu pouco no onze, trocando Fresneda por Vagiannidis à direita e lançando Matheus Reis à esquerda, fruto da lesão de Mangas. Sem Pedro Gonçalves, Quenda e Geny, Maxi voltou a surgir adiantado, numa equipa que, desta vez, encontrou as alas completamente bloqueadas.
Do lado gilista, César Peixoto apresentou uma equipa sem Pablo, transferido para o West Ham, apostando em Gustavo Varela. No momento defensivo, o sistema transformava-se num 4x4x2 compacto, com Santi García a fechar por dentro e a retirar espaços de finalização ao Sporting. Os leões tinham bola, mas não tinham profundidade nem largura. O Gil, confortável sem ela, ia esperando erros e brechas.
As primeiras ocasiões até foram da casa. Rui Silva foi chamado a intervir com qualidade, primeiro num remate acrobático de Varela e depois num disparo de Touré, tornando-se desde cedo uma das figuras da partida. Do lado leonino, apenas uma cabeçada de Ioannidis, aos 16 minutos, a criar verdadeiro perigo antes do intervalo.