O Benfica terá colocado um ponto final — pelo menos para já — no interesse do Al Hilal em Vangelis Pavlidis, depois de exigir um valor considerado incomportável pelos dirigentes do clube saudita.
O mercado saudita continua atento ao futebol europeu, mas nem todos os alvos parecem estar ao alcance das carteiras do Médio Oriente.
O Benfica terá colocado um ponto final — pelo menos para já — no interesse do Al Hilal em Vangelis Pavlidis, depois de exigir um valor considerado incomportável pelos dirigentes do clube saudita.
A informação foi avançada pelo especialista em transferências Sacha Tavolieri, que revelou que o Al Hilal sondou o avançado grego e chegou mesmo a estabelecer contactos com os seus representantes. Do lado do jogador, a abertura existia: Pavlidis estaria disponível para analisar o cenário e ouvir uma proposta que, previsivelmente, seria financeiramente muito vantajosa.
No entanto, quando a conversa passou do plano informal para o negocial, o Benfica foi peremptório. Questionados sobre as condições para libertar o avançado, os encarnados terão colocado a fasquia nos 70 milhões de euros, um valor que não agradou — nem um pouco — à direcção do Al Hilal. A reacção foi imediata: o clube saudita retirou-se das negociações e deixou cair o dossiê.
O interesse do Al Hilal em mais um ponta-de-lança não é propriamente uma surpresa. Apesar de contar já com Marcos Leonardo, antigo jogador do Benfica, e com Darwin Núñez, os sauditas continuam a reforçar o sector ofensivo, numa lógica de acumulação de talento e de afirmação desportiva e mediática a nível global.
Do lado da Luz, a exigência elevada é vista como um sinal claro da importância de Pavlidis no projecto desportivo. O avançado grego é considerado uma peça-chave no plantel e a SAD encarnada só admite abrir mão do jogador perante uma proposta verdadeiramente irrecusável. Os 70 milhões pedidos funcionam, assim, como uma dupla mensagem: valorização do atleta e defesa da estabilidade da equipa.
Este episódio ilustra também uma mudança subtil na postura dos grandes clubes portugueses. Mesmo perante o poder financeiro saudita, Benfica e congéneres mostram-se cada vez menos disponíveis para negociar abaixo do valor que consideram justo, sobretudo quando se trata de jogadores nucleares.
Para já, Pavlidis continua de águia ao peito e o Al Hilal vira atenções para outros alvos. No mercado, como tantas vezes acontece, nem sempre quem tem dinheiro dita as regras.