adeptos-logo
Internacional
30/12/25 às 19:27

Matheus Nunes abre o jogo: as dificuldades em Inglaterra, o sonho do City e o momento mais feliz da carreira

Matheus Nunes fez um balanço honesto e detalhado do seu percurso em Inglaterra, numa extensa entrevista à DAZN Portugal, onde não escondeu que os primeiros tempos fora de Portugal foram tudo menos simples.

O médio internacional português admitiu que tanto a passagem inicial pelo Wolverhampton como a primeira época ao serviço do Manchester City foram marcadas por dificuldades de adaptação, físicas e emocionais, sobretudo para alguém habituado a jogar sempre e a ter um papel central nas equipas onde passara.

Reconhecimento além-fronteiras: Roberto Martínez distinguido como melhor treinador catalão de 2025

A mudança do Sporting para o Wolverhampton, no verão de 2022, a troco de cerca de 45 milhões de euros — valor que podia ascender aos 50 milhões mediante objetivos — representou um choque em vários planos. «Foi um ano difícil, colectiva e individualmente», confessou Matheus Nunes, recordando que chegou a jogar vários meses condicionado por dores na púbis. A isso juntou-se a constante adaptação táctica, com mudanças sucessivas de posição ao longo da época.

No Wolves, o médio actuou frequentemente fora do seu papel natural. «Joguei mais de metade da época como extremo-direito, joguei a extremo-esquerdo, joguei poucos jogos a médio», explicou, sublinhando que essa instabilidade teve impacto no seu rendimento. Fora das quatro linhas, o cenário não era mais simples: o afastamento da família, dos amigos e o clima inglês foram obstáculos difíceis de ultrapassar. «O frio é uma coisa à qual nunca me consigo acostumar», admitiu.

Apesar das dificuldades, o médio não tardou a afirmar-se na Premier League, ao ponto de, apenas um ano depois, dar o salto para o Manchester City, numa transferência avaliada em 55 milhões de euros, mais cinco milhões em bónus. Um movimento que representou também um encaixe financeiro adicional para o Sporting, através do mecanismo de solidariedade e das mais-valias acordadas com o Wolverhampton.

A chegada ao Etihad Stadium foi a concretização de um objectivo pessoal. «Foi basicamente aquilo que eu queria na minha vida quando saí do Sporting. Se eu saísse, era para um clube como o Manchester City», afirmou. Ainda assim, a adaptação ao futebol de Pep Guardiola não foi imediata. Habituado a jogar sempre, Matheus teve de lidar com menos minutos e uma exigência táctica ainda maior. «Chegar aqui e não jogar… foi uma fase de adaptação», reconheceu.

Hoje, porém, o cenário é bem diferente. Já na terceira temporada ao serviço do Manchester City, Matheus Nunes garante viver o momento mais feliz desde que chegou a Inglaterra. Sob as ordens de Pep Guardiola, soma 94 jogos oficiais, repartidos entre o meio-campo e a lateral-direita, com cinco golos e 19 assistências, além de um palmarés que inclui uma Premier League, um Mundial de Clubes e uma Supertaça de Inglaterra.

Eduardo Felicíssimo renova até 2030 e promete trabalho diário para crescer no Sporting

Um percurso feito de obstáculos, aprendizagem e ambição, que ajuda a explicar a maturidade competitiva que Matheus Nunes apresenta actualmente ao mais alto nível.