No Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, palco habitual da ‘final four’, conquistadores e guerreiros decidem, a partir das 20:00, a 19.ª edição da competição mais jovem do futebol profissional português, perante casa cheia.
O futebol português prepara-se para viver um momento especial este sábado, com uma final inédita da Taça da Liga que coloca frente a frente dois históricos rivais do Minho: o Vitória de Guimarães e o Sporting de Braga.
No Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, palco habitual da ‘final four’, conquistadores e guerreiros decidem, a partir das 20:00, a 19.ª edição da competição mais jovem do futebol profissional português, perante casa cheia.
Para o Vitória de Guimarães, esta final representa um marco absolutamente histórico: é a primeira vez que o clube vimaranense chega ao jogo decisivo da Taça da Liga. Já o Sporting de Braga apresenta-se com um currículo bem mais recheado nesta prova, procurando conquistar o troféu pela quarta vez e reforçar o estatuto de clube mais bem-sucedido fora do tradicional trio de grandes.
O caminho até Leiria foi exigente para ambos. O Braga garantiu presença na final ao afastar o Benfica nas meias-finais, impondo aos encarnados a primeira derrota interna da temporada 2025/26. O triunfo por 3-1, construído com golos de Pau Víctor, Rodrigo Zalazar e Gustaf Lagerbielke, confirmou mais uma noite europeia à portuguesa para os minhotos, que voltam a mostrar uma notável capacidade para crescer nos grandes palcos. Esta será a sexta final da Taça da Liga para os arsenalistas, depois das conquistas em 2012/13, 2019/20 e 2023/24, e das derrotas em 2016/17 e 2020/21.
Do outro lado, o Vitória de Guimarães protagonizou uma das grandes surpresas da ‘final four’, ao eliminar o bicampeão nacional Sporting. Depois de estar em desvantagem, os vimaranenses viraram o marcador já em tempo de compensação, com Alioune Ndoye a assumir o papel de herói improvável e a lançar o clube para uma final que escapa há décadas no panorama das competições nacionais.
Quase dez anos depois da última presença numa decisão de troféu, o Vitória volta a sonhar com prata. O clube não conquista um título nacional desde 2012/13, quando venceu a Taça de Portugal, também frente ao Benfica. Ao longo da sua história, os vimaranenses marcaram presença em seis finais da prova rainha, mas apenas conseguiram levantar o troféu por uma vez. A ambição agora passa por completar o pleno de títulos nas competições nacionais de taças, juntando a Taça da Liga à Taça de Portugal e à Supertaça Cândido de Oliveira, conquistada em 1988.
Um eventual triunfo permitirá ainda ao Vitória entrar num lote restrito de clubes com pelo menos três troféus nacionais distintos, onde figuram emblemas históricos como Benfica, FC Porto, Sporting, Boavista e Belenenses. Para os adeptos vitorianos, seria um momento de afirmação e de recompensa por anos de fidelidade e exigência.
Já o Sporting de Braga encara esta final como mais um passo na consolidação do seu estatuto no futebol português. Com presenças regulares no top-4 da I Liga nas últimas temporadas, os arsenalistas somam já três Taças da Liga, três Taças de Portugal e uma singular Taça Federação Portuguesa de Futebol. Um novo triunfo permitir-lhes-á erguer troféus pela sexta vez neste século e pela quinta na última década, números que reforçam a sua consistência competitiva.
Curiosamente, apesar da rivalidade intensa e de mais de 160 confrontos ao longo da história, Braga e Vitória nunca se defrontaram numa final. Os duelos mais marcantes em provas a eliminar ocorreram nos quartos de final da Taça de Portugal de 2012/13, com triunfo vimaranense após prolongamento, e na Taça da Liga de 2024/25, onde os bracarenses levaram a melhor em casa.
Na presente época, as duas equipas já mediram forças na I Liga, com um empate 1-1 em Guimarães, resultado que espelha bem o equilíbrio histórico entre ambos. Ainda assim, o registo global favorece ligeiramente o Braga, que soma 64 vitórias contra 61 do Vitória, além de 35 empates.
Seja qual for o desfecho, esta final promete emoção do primeiro ao último minuto e garante um vencedor fora do eixo habitual. No Minho, o futebol vive-se com paixão — e este sábado, Leiria será o palco de um capítulo que ficará gravado na memória dos adeptos.