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Internacional
22/12/25 às 09:55

«Não quero falar de sabotagem, mas há jogadores como o Dalot…»: Roy Keane arrasa atitude no Manchester United

A derrota do Manchester United frente ao Aston Villa (1-2), em pleno Old Trafford, continua a dar que falar — e não apenas pelo resultado.

O jogo acabou por ficar marcado pelas duras críticas de Roy Keane, que apontou directamente o dedo à postura competitiva de alguns jogadores dos red devils, com Diogo Dalot no centro do alvo.

Depois de vários encontros a actuar no flanco esquerdo, Dalot regressou à sua posição natural, a lateral-direita, numa noite que se revelou ingrata para a equipa orientada por Ruben Amorim. O internacional português acabou por ficar ligado ao lance decisivo da partida, ao não conseguir intercetar o cruzamento que esteve na origem do golo vitorioso de Morgan Rogers, já na segunda parte.

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No rescaldo do encontro, como é habitual, Roy Keane não poupou nas palavras enquanto comentador da Sky Sports. O antigo capitão do Manchester United foi particularmente crítico em relação ao que considera ser uma falta de compromisso e agressividade competitiva por parte de vários elementos do plantel.

«Como jogador, podes ter todo o talento do mundo, digo isto vezes sem conta, mas tens de arregaçar as mangas quando os jogos ficam apertados. Há momentos em que tens de chegar à frente e assumir: “vou fazer o que me compete pela minha equipa”», começou por afirmar Keane, antes de subir o tom.

«Há muitos jogadores, como o Dalot, que não fazem o suficiente. Não quero usar o termo sabotagem, mas não estão a fazer o suficiente», disparou, numa declaração que rapidamente correu as redes sociais e voltou a colocar pressão sobre o balneário de Old Trafford.

Keane foi ainda mais longe ao analisar o lance do primeiro golo do Aston Villa, apontando falhas de leitura e concentração defensiva. «Quando o Rogers recebe a bola aberto, todos nós, aqui sentados, sabemos que dali vem perigo. Será que os jogadores não sabem?», questionou, visivelmente incrédulo com a forma como a jogada foi defendida.

As declarações do antigo médio irlandês refletem um sentimento crescente de frustração em torno do Manchester United, que continua a revelar dificuldades em jogos grandes e momentos decisivos. Para Diogo Dalot, um dos jogadores mais utilizados nas últimas épocas, a crítica pública de uma figura como Roy Keane representa mais um teste à sua consistência e capacidade de resposta num contexto de elevada exigência.

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Num clube onde a margem para erro é mínima e a pressão mediática constante, episódios como este mostram que, em Manchester, cada detalhe conta — e que nem o talento individual serve de escudo quando a atitude é colocada em causa.