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Internacional
02/03/26 às 11:33

“Quem tapa a boca deve sair”: Infantino endurece discurso após caso na Luz

Gianni Infantino defende expulsão de jogadores que tapem a boca para proferir insultos em campo. Declarações surgem na sequência do caso entre Prestianni e Vinícius Júnior na Liga dos Campeões.

Gianni Infantino lançou um alerta claro ao futebol mundial. O presidente da FIFA defendeu, este domingo, que jogadores que tapem a boca durante altercações em campo devem ser expulsos, sobretudo quando estejam em causa possíveis insultos racistas.

As declarações surgem na sequência do incidente que envolveu Gianluca Prestianni, do Benfica, e Vinícius Júnior, do Real Madrid, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, disputada a 17 de fevereiro no Estádio da Luz.

“Se um jogador tapa a boca e diz algo com consequências racistas, então deve ser excluído, obviamente. Deve presumir-se que disse algo que não devia, caso contrário não teria necessidade de tapar a boca”, afirmou Infantino, em entrevista à Sky Sports.

No jogo em questão, que terminou com vitória do Real Madrid por 1-0, Vinícius Júnior terá sido alvo de alegados insultos racistas após marcar o único golo do encontro. O árbitro francês François Letexier interrompeu a partida e acionou o protocolo antirracismo, com o jogo a ser retomado cerca de dez minutos depois.

Prestianni negou qualquer comportamento racista, mas Vinícius e outros jogadores do Real Madrid confirmaram a ofensa. A UEFA decidiu aplicar uma suspensão provisória ao extremo argentino enquanto decorre o inquérito aos acontecimentos.

Mesmo impedido de competir, Prestianni integrou a comitiva encarnada na deslocação a Madrid, onde o Benfica acabaria derrotado por 2-1, sendo eliminado da prova.

Infantino reconheceu que, em processos disciplinares, é necessário reunir provas e analisar todos os elementos, mas deixou claro que, no futuro, poderá ser necessário ir mais longe. “Não nos podemos limitar a isso. Devemos agir com firmeza e de forma dissuasora”, sublinhou.

O presidente da FIFA introduziu ainda uma nuance importante no debate: a possibilidade de diferenciação das sanções mediante pedido de desculpas. “Talvez devamos ponderar não só punir, mas também mudar a nossa cultura e dar a possibilidade aos jogadores de apresentar desculpas. Pode acontecer fazermos algo de que nos arrependemos no calor do momento; pedir desculpa, e a sanção deve então ser diferente”, referiu.

As palavras do dirigente reforçam a intenção de endurecer o combate ao racismo no futebol, num momento em que os casos continuam a marcar a atualidade das competições europeias. Resta saber se estas ideias evoluirão para alterações concretas nos regulamentos disciplinares internacionais.

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